
Em um cenário hiperconectado, o excesso de mensagens e estímulos tornou-se um problema para a Comunicação Interna. A chamada “infoxicação”, impacta a consistência, o alinhamento e o engajamento nas organizações. Neste webinar, Lídia Lima e Débora Brum discutem como reconhecer excessos, reduzir ruídos e tornar a comunicação mais estratégica.
O impacto das redes sociais
As redes sociais mudaram a forma como nos comunicamos. Lídia Lima contextualiza que os algoritmos e a busca por engajamento motivou a confusão entre comunicar mais com comunicar melhor.
“Quando o volume e engajamento sobem ao pódio das prioridades, a eficácia da comunicação fica em segundo plano. Basta olharmos para as redes sociais: muitos conteúdos são publicados não pelo valor que entregam, mas pela capacidade de gerar curtidas, comentários e reações, independentemente de serem relevantes, verdadeiros ou responsáveis. O objetivo deixa de ser informar ou construir sentido, e passa a ser apenas provocar interação”, argumenta Lídia Lima.
A lógica do “engajar a qualquer custo” contaminou também a comunicação corporativa: “Em vez de priorizar clareza, alinhamento e propósito, algumas empresas passam a produzir conteúdos focados apenas em métricas, cliques, visualizações e reações. Resultado? Mensagens vazias, excesso de informação e perda de significado”, pontua Lídia de Lima.
Nesse contexto de excessos, a comunicação deixa de cumprir seu papel estratégico, de informar, conectar e mobilizar, para se tornar apenas mais um ruído no meio de tantos outros.
Infoxicação
Infoxicação é o termo que define a sobrecarga cognitiva provocada pelo excesso de informações, quando o volume de estímulos supera a capacidade do cérebro de processá-los de forma saudável. O resultado costuma ser estresse, fadiga mental, dificuldade de concentração e sensação constante de urgência.
O conceito combina as palavras “informação” e “intoxicação”, evidenciando como o excesso informacional pode ser prejudicial. Na era digital, marcada por notificações contínuas, múltiplos canais e atualização permanente, a infoxicação se conecta ao fenômeno do Fear of Missing Out (FOMO), o medo de ficar de fora, que alimenta a ansiedade e a necessidade de estar sempre conectado.
Menos é mais: o desafio da comunicação eficaz na era da ansiedade
Na comunicação assertiva e eficaz, “menos é mais” deixou de ser apenas um conceito para tornar-se uma necessidade estratégica. Em uma era marcada pela ansiedade, sensação constante de urgência e por uma capacidade de atenção cada vez mais reduzida, o excesso de estímulos e informações disputa espaço a todo momento, tornando o foco um recurso escasso.
Brum afirma que ao comunicar, é fundamental considerar o contexto atual da sociedade, onde o cérebro do público já está sobrecarregado, com pressa e dificuldade de concentração.
Canais de Comunicação Interna
Quantos canais de Comunicação Interna são suficientes?
Segundo Lídia de Lima: “não existe o número certo ou errado de canais para cada organização. Vai depender de um contexto”. Em algumas empresas, um único canal pode ser suficiente. Em outras, a multiplicidade pode ser necessária. O problema é quando os canais não são integrados e competem entre si.
Brum destaca que a pulverização da informação sem alinhamento gera:
- Retrabalho
- Atrasos
- Ruídos
- Estresse
- Ansiedade
Além disso, ao adotar um canal inadequado, a Comunicação Corporativa irá disputar atenção com distrações cotidianas. Ao comunicar via WhatsApp, por exemplo, a instituição está disputando atenção com questões pessoais do colaborador.
Comunicação assertiva: a fórmula do SER
Um dos conceitos apresentados por Débora Brum para aumentar a eficácia da comunicação, é a “fórmula do SER”, aplicada tanto à comunicação verbal quanto escrita:
- S – Sucinta
- E – Específica
- R – Relevante
Ser sucinto: evitar excesso de informação.
Ser específico: eliminar ambiguidades (em vez de “o quanto antes”, dizer “até o dia 29”).
Ser relevante: explicar o porquê.
O papel estratégico da liderança
Um dos pontos fortes da discussão foi a relação estratégica entre líderes e Comunicação Interna, com ênfase na necessidade de capacitar líderes como comunicadores. O líder precisa:
- Traduzir a estratégia da organização para o time
- Perguntar “o que você entendeu?”
- Promover escuta ativa
Além disso, repetir mensagens centrais é essencial. Missão, visão e valores não podem ser comunicados uma vez e outra: eles precisam ser reforçados até estarem “na ponta da língua”.
Métricas: volume x relevância
A Comunicação Interna não deve ser avaliada somente pelo volume, mas também pelo impacto gerado. Métricas como taxa de abertura, número de cliques ou visualizações, indicam alcance, mas não necessariamente compreensão, retenção ou impacto gerado. Algumas métricas sugeridas para medir relevância:
- Pesquisas periódicas de percepção
- NPS interno para produtos de comunicação (newsletter, intranet etc.)
- Avaliação de impacto prático (ex.: redução de acidentes após campanha de segurança)
- Escuta ativa estruturada
Planejamento de conteúdo
Na era da sobrecarga informacional, Lídia de Lima salienta a necessidade de atenção para a curadoria e o planejamento de conteúdo. A instituição deve definir uma linha editorial:
- O que entra?
- O que não entra?
- Para quem?
- Em qual canal?
Além disso, a tendência de formar influenciadores internos, colaboradores com forte poder de conexão, fortalece a cultura e amplia o alcance da mensagem.
Comunicação como estratégia
Após a pandemia, a Comunicação Interna deixou de ser vista como um agente operacional e foi reconhecida como uma aliada estratégica e poderosa das organizações. Comunicar bem não é apenas informar, é um pilar para alcançar objetivos e reforçar valores. Hoje, a influência da Comunicação Interna é reconhecida em pilares fundamentais como:
- Cultura organizacional, ao reforçar propósito, valores e direcionamento estratégico
- Engajamento, ao gerar pertencimento e clareza de prioridades
- Segurança no trabalho, ao garantir entendimento de protocolos e responsabilidades
- Resultados do negócio, ao alinhar equipes às metas e reduzir retrabalho
- Saúde mental e emocional dos colaboradores, ao promover transparência, previsibilidade e segurança
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